Detido no âmbito da Operação Marquês por suspeita dos crimes de corrupção, branqueamento de capitais e fraude fiscal qualificada, José Sócrates viu o seu nome, no passado, ligado a casos mediáticos, alguns deles já como primeiro-ministro. Fernando Esteves ressalva: "De facto, e analisando todos os processos, são casos a mais".
Primeiro-ministro entre 2005 e 2011, José Sócrates deixou o país face às fortes pressões de que vinha a ser sujeito. A crise internacional não ajudou. Foi comentador de política na televisão e estudou em Paris. Agora, suspeita-se que José Sócrates e o seu braço-de-ferro e amigo, o empresário Carlos Santos Silva, tenham juntos realizado várias manobras ilegais e que movimentaram milhões de euros. Pelo menos é esta a crença do procurador do Ministério Público, Rosário Teixeira, e o juiz de instrução criminal, Carlos Alexandre.
Para o jornalista da Sábado, o ex-primeiro-ministro, preso preventivamente no Estabelecimento Prisional de Évora desde 24 de Novembro de 2014, está "morto politicamente" visto que "não há memória, numa democracia desenvolvida, ocidental, alguém recuperar de um processo tão forte como este".
Veja a entrevista, em vídeo, aqui.
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